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Não estou com você por aquela foto com legenda do Scracho que aguçou minha curiosidade, mas por aquele dia que eu estava ouvindo Racionais e você me mandou o link de uma sinfonia de Beethoven. 

Não estou com você por todos os filmes que amamos ver juntos, mas por todos aqueles – fora as séries – que deixamos de ver porque um dos dois não foi com a cara. E, também, por todas aquelas sugestões ignoradas.

Mais do que isso, eu não estou com você por todas as vezes que concordamos, mas sim pelas vezes que discordamos. Eu sei que sou insuportável e, odiaria conviver com alguém tão parecido comigo e que concorda com tudo o que eu digo. Imagina: duas pessoas que não querem levantar da cama... Quando nos veríamos? 

Eu sinto vontade de te matar cada vez que discorda de mim. Cada vez que da uma resposta diferente da qual eu havia imaginado e destrói toda a briga que eu criei. Eu sinto raiva quando me arrumo e você não aparece e, também, quando crio planos e expectativas, e você as destrói.

Mas são estas diferenças que estão me ensinando a ser melhor. São estas diferenças que estão me ajudando a crescer. São estas diferenças que estão me mostrando que o mundo não pode ser exatamente como o meu ego quer. E, principalmente, são estas diferenças que me fazem ficar com você. 

Obrigada, por não ser igual.

Eu sei do tanto que gosto de você. Porque meus planos já envolvem seu nome, os meus dis já têm um espaço reservado para os nossos encontros e adoro quando as pessoas associam o meu nome ao seu.

Eu sei que te acho perfeito, mesmo emaranhado a defeitos. Porque você tem todas as suas crises tontas de ciúme, mas depois de um tempo me abraça de um jeito e, mesmo sem pedir desculpas, ou falar que estava errado, você me prova que tudo isso é porque quer estar aqui. Porque você pega tudo o que eu digo e quer achar um motivo para eu estar reclamando de nós, e vem em seguida com lindos discursos sobre o quanto tá gostando disso aqui. Porque você tem necessidade de jogar outros relacionamentos na minha cara, dizer o que aconteceu com eles, mas na verdade só está me mostrando que eu não tenho motivo para ser insegura.

Eu sei o quanto te acho bonito. Seja do jeito que fica sexy trabalhando e mordendo a lateral dos dedos. Ou quando te pego me olhando desprevenido. Você também é incrível quando encosta a minha cabeça em seu peito e eu só posso imaginar o seu rosto.

Eu sei que você é o melhor cara do mundo. Porque me completa em cada abraço, porque me quer sempre por perto, porque me quer compartilhando as suas alegrias e não suporta a ideia de talvez não compartilhar as minhas. 

Eu sei que a gente nasceu um para o outro quando os nossos insights se completam, quando um começa a falar e outro não consegue parar de interromper, quando sorrimos depois de nos amarmos e quando você se culpa e eu fico brava por não conseguirmos nos ver. 

Sim, eu sei de tudo. E eu, também, poderia passar a minha vida escrevendo sobre tudo isso que há entre nós dois, mas, como você nunca entende as coisas, eu estou escrevendo para dizer que eu não preciso te perder, para perceber o quanto eu gosto de você.

Liberdade. Confiança. Espaço. Compreensão. Outras pessoas. Para os mais conservadores isso é uma grande sacanagem. Muitos acreditam que, neste tipo de relacionamento, não é possível que haja amor. Nossa sociedade se formou, há séculos, com o pensamento de que o amor só é possível entre duas pessoas – a famosíssima família tradicional. Agora o Manifesto quer saber de vocês, um relacionamento funciona, é válido, você viveria?

“Eu sei que em um relacionamento aberto, não há sentido de exclusividade, e o casal concorda que podem se relacionar com outras pessoas sem que isso seja considerado uma traição ou infidelidade. Tenho diversos amigos que vivem esse tipo de relacionamento e se dão bem com os respetivos parceiros, mais até do que os anos de relacionamentos passados. Se não é feliz em um relacionamento "a dois", acho válido que a pessoa proponha uma ideia diferente. Considero justa toda forma de amor, assim como Lulu Santos rs, mas, particularmente, nunca estaria disposta a um. O que define um namoro, para mim, não é simplesmente o tratado de fidelidade, mas toda a sintonia que você tem com seu parceiro: sem você perceber, começa a dividir tudo da sua vida com essa pessoa, seus planos, seus sonhos, suas vontades e sente uma vontade enorme de estar com ela a maior parte do seu dia. É a cumplicidade, o respeito, a admiração, o tesão e o fato de estar completamente apaixonado. Eu não gostaria de dividir tudo isso com outras pessoas (ou que ele(a) fizesse o mesmo).”
Nathalia Marques, redatora do Blog Nada em Comum.
20 anos

“Acredito que ter um relacionamento aberto é a forma mais eficiente de manter o relacionamento vivo. Vou explicar. Você não cobra fidelidade dos seus amigos, eles são apenas seus amigos e você não é dono deles. Porém, mesmo assim, eles têm outras amizades, inclusive as compartilham com você. Isso interfere de forma negativa a boa convivência, o respeito ou o afeto entre vocês? Claro que não! Isso inclusive melhora a amizade. E o que é um namoro e um casamento se não uma relação de amizade colorida e cositas mais? Não confundam liberdade com libertinagem (queria muito usar essa frase). Ter um relacionamento aberto não significa ter três ou mais pessoas na sua cama, significa dar liberdade para o outro e entender que não somos de ninguém, mas de todo mundo.”
Natália Fiuza, redatora do Manifesto.
23 anos. 

“Eu particularmente não consigo ter um relacionamento aberto, sou uma pessoa que precisa ter certeza de tudo, principalmente do cara que esta namorando comigo. Sabe aquela ideia de o que é meu, é meu e pronto? E para muitos casais, um relacionamento aberto é um sinônimo de amor livres, que significa que as pessoas assumem o seu relacionamento, mas se encontrarem pessoas interessantes, elas não vão deixar a oportunidade passar. Na minha opinião um relacionamento aberto acaba faltando o respeito, onde ninguém é de ninguém. Eu não conseguiria estar com uma pessoa sabendo que a qualquer momento ela estaria com outra.”
Kimberlym Dias, Youtuber do canal CK.
20 anos. 

“Por mais que eu não tenha descoberto que meu psicológico não é forte o suficiente para isso, acredito que todos deveriam passar por isso no começo de relacionamentos. Para testar a sua vontade de estar com o outro, pra testar a vontade do outro, de estar com você, e a capacidade de vocês se dedicarem a este novo sentimento. Um relacionamento aberto pode se transformar em uma coisa mais séria, no futuro, assim como um relacionamento baseado em exclusividade, pode um dia “mudar o seu formato”. O importante é que os envolvidos tenham consciência do que estão fazendo e tolerem esses pontos.”
Ana Claudia Marioto, redatora do Manifesto.
20 anos.

Os relacionamentos aberto dizem se basear em métodos mais seguros para garantir a felicidade. Grude e cobrança, jamais podem aparecer, tudo gira na individualidade e liberdade, pois como uma grande bandeira defendida, preferem ter um relacionamento aberto a mentir, trair e engana o outro, sem tédio e rotina. Mas quem ama não quer estar sempre junto? Não quer ser daquela pessoa e quer que ela seja toda e apenas sua? Não conta os minutos para estar juntos novamente? Para o curtir juntos o "tédio" de uma sexta-feira no sofá ou o agito de tomar uma cerveja juntos? Esta fórmula de relacionamento feliz e inabalável, onde nada irá estragar representa maturidade, preservação da liberdade ou pura ilusão? Vejo mais como uma fórmula para quem fugir de temas mal resolvidos, a utopia de felicidade plena e inabalável, a ilusão de soluções fáceis e praticas. No início, a pessoa acredita que pode levar adiante o "pega mas não se apega". Mas é natural do ser humano se prende a outra pessoa por gostar, querer cada vez mais estar junto e com o passar dos tempos vai se apegando. Aí, surgem os problemas. No começo a intenção é apenas ser feliz por alguns momentos, depois as coisas se aprofundam. É impossível não ter comprometimento quando se ama. Na teoria este seria o relacionamento perfeito sem problemas e desilusão, mas na pratica não passa de uma grande ilusão que pode proporcionar uma dor ainda maior, pois quando a realidade bater e o apego já estiver impossível, vai perceber que tudo aquilo que tanto pregou começa a desmoronar e aí é hora de mudar as ideias e enfrentar o parceiro. Como será que o outro envolvido irá encarar? Como defender as mudanças? Só resta aceitar que o amor não é aberto, para o amor não há espaço para ninguém alem de dois corações, se por um acaso houver algo alem dos dois, um sempre sofrerá, mais cedo ou mais tarde haverá sofrimento.
Marcela Vares Marioto, administrativa de vendas.
24 anos. 

Aqui no Manifesto a galera não concorda muito com essa ideia de relacionamentos livres. E você bate o martelo, igual a maioria das meninas, de que isso não é verdadeiro,ou acredita que pode haver sim amor neste tipo de relação?

Não eu não vou te explicar como fazer isso da forma correta, nem vou fazer uma lista do que pode ou não fazer. Muito menos vou dizer o que fazer para conseguir conquistar o seu amor, com calma, ele virá quando você estiver pronta (não diga que não nasceu para isso, por causa de alguma situação que não deu certo, você nasceu sim, aquele caso foi só uma amostra, e um intensivo, sobre borboletas no estômago).

Primeiro, pare de procurar receitas ou manuais. A internet tem muitos deles, mas é tudo mentira. Cada um tem a sua personalidade e os seus gostos, não adianta falar “não sinta ciúmes, as pessoas odeiam ciúmes”, porque não é verdade. tem gente que só acredita no sentimento do parceiro se ele sentir ciúme. Essa história de “como conquistar em setenta e sete passos”, também não passa de balela. Faça uma lista do que uma pessoa precisaria para te conquistar, tudo o que você acredita, deste o sorriso de comercial de pasta de dente até gostar de Fresno, Forfun, Charlie Brown Jr, Never Shout Never e Racionais, como você. Alguém se encaixou? Não. 

Não crie expectativas. Sabe quando você começa a se envolver e está morrendo de vontade de sair junto na sexta-feira? Para. Ele não precisa querer sair, ele não precisa querer todo dia. Ele não precisa corresponder as suas mensagens mais quentes logo de cara e nem falar o quanto gostou de te conhecer, depois de uma semana. Deixa, vai descobrindo, vai materializando. Criar expectativas é plantar decepções. Ninguém é um Sims da vida real. E se quiser mesmo sair, chame. Não fique esperando.

Sinceridade. Com você e com a outra pessoa. Tenha certeza do que quer antes de se envolver com alguém. Permita-se conhecer coisas novas, mas não faça o que não quer para agradar ninguém. Fale o que pensa, ninguém está dentro da nossa mente para saber o que está acontecendo. Diga, repita e refale. Conversas são a chave para tudo. Para descobrir o outro, para descobrir-se, para ficar bem, para ficar junto, para ceder ou para conquistar. 

Esta não é a pessoa certa. Como ninguém no mundo será. Somos todos errados, cheios de defeitos, manias e problemas. Não acredite que alguém vai se encaixar tão bem como nos contos de fada. Ele não tem um cavalo branco e ela não está em um sono profundo à espera do beijo de amor verdadeiro. Sejamos compreensivos.

Não dê tanto ouvido aos outros. “Ai, você é boba por continuar com ele, mesmo depois de tudo”, “Ai, ela não gosta de sair com a gente”, “Ai, ele sempre fica olhando suas mensagens”, “Ai, ela não te dá um tempo para respirar”. Nossa, quanta coisa, hein. Mas você está feliz? Esta pessoa lhe faz bem? Se as duas respostam foram “sim”, não pense duas vezes e continue seguindo o seu coração. Deixa falarem, enquanto isso VIVA. 

Não existem fórmulas para o amor, não existem fórmulas para amar. O importante é ser você e estar disposta. Brigas irão sim existir, mas a intensidade, e o resultado, depende de você. Quem disse que discussões só acontecem no fim? Elas podem ser um novo começo.