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Não adianta mentir, eu sei que não faz muito tempo você sonhava. Sonhava em viajar o mundo com uma mochila nas costas e na companhia de alguém que não apenas compactuava com seus planos, mas que os complementava. Eu sei que você imaginava como seria a sua casa, o seu emprego, como passaria as suas férias, o nome de seus filhos e com quantos anos os teria. Mas e ai, deu certo?

Você realizou seus sonhos, você ainda os mantém como sonhos ou eles já não fazem nenhum sentido para você? Você cria novos sonhos todos os dias, estabelece planos com você ou acredita que nesse mundo em que vivemos não há mais espaço para acreditar?

Será que o mundo está cético demais e isso nos impede de sonhar, ou será que nós estamos preferindo pensar nisso, ficar na zona de conforto e não correr o risco de nos machucar?

Realmente, pode não valer muito a pena sonhar, porque não sabemos se conseguiremos realiza-los. Mas já que não sabemos o dia de amanhã, será que vale mesmo a pena ter tanto foco e tão pouca fé?

A vida é feita de incertezas e nelas você precisa escolher, se vai atrás de um sonho ou se lutará contra a realidade.

Sabe lindo, a verdade é que eu nem sei muito bem por onde começar, na verdade eu nem sei se deveria começar, mas eu preciso te falar. 

Eu sei que as vezes passo dos limites, tenho atitudes que você não gosta e fujo da situação, mas é que no fundo eu não sei lidar. Eu nunca tive algo próximo do que estamos tendo, talvez na adolescência, mas eu nem sabia o que isso, realmente significava. 

Tento todos os dias fugir, mas me deparo com uma trinca de ases, que só me dá motivos para ficar.

Não estou aqui tentando mostrar desculpas para errar tanto, para fugir tanto e para sumir tanto. Eu estou tentando encontrar uma maneira para te deixar bem aqui, sem te assustar, sem me assustar e de uma forma que faça bem para nós dois. Sei que errei com você, que pisei na bola, mas juro que foi tentando acertar. Sei que não deveria ter feito muita coisa que fiz, mas estas atitudes que me deram provas que aqui é o meu lugar. 

Me perdoe pelo textão essa hora, e por aquele migué, pra não ir no rolê, na última hora. Me perdoa pelas inconsistências e, também, pela incoerência, mas não me julga, pela primeira vez eu estou, realmente, me permitindo amar.

Não foi por você ter me levado ao restaurante mais fino da cidade, aberto a porta do carro, pago o melhor vinho da casa e ter dançado de rosto colado no terraço, mas por ter me dado aquela florzinha no final da noite, aquela que você surrupiou da árvore do meu vizinho.

Desculpe a minha inconsistência, minha incoerência, minha instabilidade emocional e minha vulnerabilidade fatídica. Desculpe o meu oi distante, meu bom dia seco, meu boa tarde irônico e meu boa noite apático. Desculpe meus elogios escassos, meu carinho em falta, meu desafeto culminante e minha indiferença atroz. Desculpe o meu jeito meio sem jeito, minhas frases pela metade, meus planos que não te incluem e meu espírito livre.

Você abre o Facebook e tem gente amando e defendendo gente, postando mensagens inspiradoras e radiando felicidade das seis da manhã às quatro da madrugada. No Instagram as pessoas estão sempre em praias de água cristalina, campos maravilhosos, com pessoas lindas e nos melhores open bar do mundo: everyday. No twitter a cidade é linda, cheia de encantos e todo mundo love o job. No LinkedIn os cursos surgem a cada segundo e capacitação não falta. No Tinder não existe gente feia, por mais que você já tenha visto aquela pessoa pessoalmente e ela não era exatamente aquilo.

Aquilo que passam na internet não é verdade. Aquele sorriso nem sempre é sincero. Quantos “sols” aquela pessoa não desperdiçou até conquistar o ângulo perfeito para a foto? Quanto tempo o relógio de realização dos sonhos não passou enquanto discorriam textos sobre como é necessário correr atrás dos sonhos? Mas, pensando bem, quem escreveu tudo aquilo também estava sem realizar os seus, mas falar dos outros é mais fácil.

Gastamos muito tempo registrando a vida e divulgamos em locais que não serão mais acessados, perdemos tempo de nosso dia gastando palavras de falsas idolatrias e sabe qual a verdade sobre isso tudo? Não haverá nem memórias póstumas, talvez, por sorte, um backup. Esquecemos de viver para mostrar aos outros como até em dia nublados o mundo é lindo. Sim, ele é, mas o efeito tirou o cinza do céu, mas não do seu peito, que hoje é pedra. 

Agora, será mesmo que a sua vida imperfeita, sem praisas, festas e declarações, mas aproveitada cada segundo, sem conseguir tempo para pegar o smartfone que é chata, ou será que a deles, que precisam de tecnologia para lembrar, que é?

Não estou com você por aquela foto com legenda do Scracho que aguçou minha curiosidade, mas por aquele dia que eu estava ouvindo Racionais e você me mandou o link de uma sinfonia de Beethoven. 

Não estou com você por todos os filmes que amamos ver juntos, mas por todos aqueles – fora as séries – que deixamos de ver porque um dos dois não foi com a cara. E, também, por todas aquelas sugestões ignoradas.

Mais do que isso, eu não estou com você por todas as vezes que concordamos, mas sim pelas vezes que discordamos. Eu sei que sou insuportável e, odiaria conviver com alguém tão parecido comigo e que concorda com tudo o que eu digo. Imagina: duas pessoas que não querem levantar da cama... Quando nos veríamos? 

Eu sinto vontade de te matar cada vez que discorda de mim. Cada vez que da uma resposta diferente da qual eu havia imaginado e destrói toda a briga que eu criei. Eu sinto raiva quando me arrumo e você não aparece e, também, quando crio planos e expectativas, e você as destrói.

Mas são estas diferenças que estão me ensinando a ser melhor. São estas diferenças que estão me ajudando a crescer. São estas diferenças que estão me mostrando que o mundo não pode ser exatamente como o meu ego quer. E, principalmente, são estas diferenças que me fazem ficar com você. 

Obrigada, por não ser igual.

Sentei com uma amiga para conversar e ela me contou sobre o seu falido relacionamento. Contou de como com o tempo as coisas perdem a graça, só aparecem os defeitos e os amantes já nem se beijam mais. 

Ela me disse, também, que o que acaba com uma mulher é o homem. Ele desgasta por nunca compreender o que falamos. Irrita por nunca conseguir ver o que está na cara, incomoda de tanta indiferença; e ainda me disse que poderia passar a vida toda falando sobre como é insuportável a vida ao lado de um homem. 

Tive que escutar que os homens não prestam, que não adianta tentar mudar, eles sempre vão escapar dos relacionamentos, sempre irão nos fazer sofrer, sempre terão uma segunda, terceira, quarta,..., vigésima sétima opção. Que nós somos suas reféns e que eles são seres livres. Que depois de um certo tempo a mulher é obrigada a perder a vontade própria. 

Quando sai de lá fiquei atordoada. Não sabia se te ligava e termina tudo. Se fazia uma planilha para aferir os seus prós e contras. Se analisava a curva que nosso relacionamento se encontra, e quanto de prazer ainda nos resta. Se pegava minhas coisas e tentava uma vida junto aos pingüins da Patagônia, ou sei lá o que. 

Mas ai eu reparei que: mesmo depois de tanto tempo eu continuo perdida nas curvas da sua boca e acho que não vou me encontrar tão cedo. Então, talvez, o problema não seja tanto dos homens, mas de quem não sabe amar.

Almoço de domingo, o que dizer desse evento milenar que consideramos pacas? Primeiro que almoço de domingo não é apenas um almoço de domingo, é o âmbito universal da fofoca, dos conselhos malditos e dos “eu sabia que isso ia acontecer”. Segundo que é o evento do semestre. Vem tio, tia, primo, prima, agregados, agregadas, cachorro, filho do vizinho da comadre da madrinha, vem todo mundo! E com eles as perguntas mais ordinárias do mundo.

Era ela, ele tinha certeza. Não havia muita explicação, mas aquele sorriso de comercial de pasta de dente, aqueles fios de cabelos, mais negros que a asa da graúna, que desenhavam aqueles ombros, em seguida a cintura, até descansarem em seu quadril, e aquele mar disfarçado de olhos diziam pra ele que: era ela. 

Ela também tinha certeza. Aquele segundo foi decisivo para ela. Sabia que aquela mão que lhe seguraria e mostraria caminho. Que aqueles ombros, escondidos por trás daquela camisa quadriculada entre tons de preto, cinza e branco, seria o seu porto seguro. 

Ele estava ouvindo The Smiths. Ela tinha a altura perfeita. “MEU DEUS, COMO DEMORAMOS TANTO PARA NOS CONHECER!”, a mente de ambos berrava. A respiração dos dois começava a ficar incontrolável, parecia mais com um asmático apostando corrida na Brigadeiro. Eles tinham nascido um para o outro, ai de quem ousasse discordar disso. 

Ela estava parada, em frente a porta. Não tinha muito o que fazer, e nem queria, aquela angulação era perfeita.O sorriso dele estava cada vez mais aberto, e ele a decifrava em cada passo que dava, mais próximos do que nunca. A cada segundo um pedaço de visa era transportado por olhar. A cada toque que sentiam, sem saber muito de onde vinha e porque acontecia, a pele arrepiava. A musculatura estava cada vez mais enrijecida. 

Ele estava perto, não perto que ela já sentia a sua respiração. Ele já mergulhava naquele mar imenso e cheio de desilusão. Aquele era o momento. Era um segundo, apenas um segundo, para tudo acontecer.

Ela sorriu. 

Ele sorriu, esboçou timidez e começou a falar: “Você pode...” 

Estação Sumaré, desembarque pelo lado esquerdo do trem

“...vou descer nessa, valeu”. 

Ei, venha cá. Puxe essa cadeira, jogue as chaves na mesa, largue a mochila num canto, afrouxe a gravata e vamos conversar. Coloque aquela música que você adora e que te relaxa, nem que seja por míseros três minutinhos e meio. Me dá um tempo do seu tempo.

Eu sei do tanto que gosto de você. Porque meus planos já envolvem seu nome, os meus dis já têm um espaço reservado para os nossos encontros e adoro quando as pessoas associam o meu nome ao seu.

Eu sei que te acho perfeito, mesmo emaranhado a defeitos. Porque você tem todas as suas crises tontas de ciúme, mas depois de um tempo me abraça de um jeito e, mesmo sem pedir desculpas, ou falar que estava errado, você me prova que tudo isso é porque quer estar aqui. Porque você pega tudo o que eu digo e quer achar um motivo para eu estar reclamando de nós, e vem em seguida com lindos discursos sobre o quanto tá gostando disso aqui. Porque você tem necessidade de jogar outros relacionamentos na minha cara, dizer o que aconteceu com eles, mas na verdade só está me mostrando que eu não tenho motivo para ser insegura.

Eu sei o quanto te acho bonito. Seja do jeito que fica sexy trabalhando e mordendo a lateral dos dedos. Ou quando te pego me olhando desprevenido. Você também é incrível quando encosta a minha cabeça em seu peito e eu só posso imaginar o seu rosto.

Eu sei que você é o melhor cara do mundo. Porque me completa em cada abraço, porque me quer sempre por perto, porque me quer compartilhando as suas alegrias e não suporta a ideia de talvez não compartilhar as minhas. 

Eu sei que a gente nasceu um para o outro quando os nossos insights se completam, quando um começa a falar e outro não consegue parar de interromper, quando sorrimos depois de nos amarmos e quando você se culpa e eu fico brava por não conseguirmos nos ver. 

Sim, eu sei de tudo. E eu, também, poderia passar a minha vida escrevendo sobre tudo isso que há entre nós dois, mas, como você nunca entende as coisas, eu estou escrevendo para dizer que eu não preciso te perder, para perceber o quanto eu gosto de você.

Ela era linda. O sorriso contagiava, a energia transcendia, o brilho iluminava e não havia um que não a olhava. Ela era linda, vista primeiro. E perfeita, vista nos detalhes. Eu, em meus poucos anos de vida, já ouso dizer que, neste universo, não há ninguém igual a ela. 

“Que cara de sorte!”. Quantas vezes presenciei este discurso enquanto eles avançavam pelos corredores. Quantas vezes presenciei este discurso enquanto colegas viam as fotos deles juntos. Quantas vezes, ela mesma, já não ouviu este discurso. 

Realmente ele era um cara de sorte. Tinha em seus braços um abraço cobiçado. Tinha em seus lábios um mel invejado. E tinha em sua cama um acalento tão estimado. Mas ele não sabia. 

Para aquele cara, aquele cego cara, o mundo não o oferecia perigo. Ele já havia a conquistado. As vezes em que foram ao cinema já eram suficientes. Ela já sabia que ele a achava linda, não era necessário repetir. Eles já estavam juntos, então não haveria problema se ele ficasse ocupado a semana toda e tivesse compromissos, em que ela não se encaixava, no final de semana. 

O que é que tem?

O que tem é que enquanto você está ai, outro cara a lembra o quanto ela é especial. Enquanto você joga, alguém a diz sobre a falta que ela faz. Enquanto você se afunda no trabalho, outra pessoa a apresenta as variáveis de um destino que pode ser melhor. 

Não estou lhe dizendo que deve abstraí-la, ou abdicar de sua vida, só estou tentando lhe dizer que se você, realmente, quiser, pode ficar. 

Quem é ela? Todas. Todas as que assumem o amor, mas também as que procuram, as que esperam e as que dizem negar. Ela é aquela nerd do colegial, a loira da balada, a morena do Facebook e a mulata da universidade. 

E o sortudo: É VOCÊ.

Ele vem e te dá bom dia, boa tarde e noite. Pergunta se dormiu bem, se já chegou no trabalho. Como está sendo seu dia? Manda por e-mail, talvez eu possa te ajudar. Ei, abre o skype, quero te ver um pouquinho. Nossa, você tá linda hoje! Já foi almoçar? Já voltou do almoço? Mas você não pode comer isso, lembra? Como estão as coisas aí no trabalho? Te marquei num comentário no Face. Ouvi essa música e lembrei de você. Nossa, queria que você estivesse aqui agora. 

Preciso confessar que sou piegas, bem piegas até, em relação ao amor. Leio, quase que diariamente esses sites e blogs de contos e crônicas. Tenho livros de poesia na minha penteadeira e uma de minhas obras preferidas é Para se Viver um Grande Amor, de Vinícius de Moraes. Escuto músicas de amor, dou risadinha só, sonho, planejo, escrevo coisas em um caderninho e quando não cabe mais em mim externalizo em pouco mais de mil toques. 

Há um tempo venho escutando que uma hora a paixão acaba, que vira amor, que você deixa de sonhar para viver. Mas não, não é assim. Não é assim que aprendi, não é assim que vejo as pessoas vivendo. A paixão não acaba, não para quem realmente ama quem está ao seu lado.

Não acaba porque mesmo com os vinte e tanto anos, ou mais, de casados, ele sempre vai olhar para ela sem encontrar as palavras certas para dizer o quanto é linda. E ela sempre vai sorrir e mudar de assunto quando perceber aquele olhar.

Não acaba porque, mesmo que mais raros e curtos, os beijos sempre carregarão uma boa dose de energia, quase um choque, que vai transcender a vontade de que aquele momento não acabe nunca, e ambos terão certeza de que escolheram a pessoa certa. 

Não acaba porque sempre haverá planos e sonhos para os dois, seja da próxima viagem, do próximo filho ou da reforma da cozinha.

Não acaba porque é a paixão que difere o amor que sentimos por aquela pessoa do que o que temos por qualquer outro de nossos amigos.

A paixão não acaba, e nem deve acabar. Deve haver mais desejo quando se conhece cada milímetro do corpo do parceiro. Deve haver descoberta, mesmo quando já se sabe exatamente o que o outro pensa em cada situação. Deve haver ansiedade mesmo quando já se escolhe o que irá ganhar nas datas comemorativas. E deve haver comemorações, mesmo que aquela data já tenha se repito por tantos seguidos anos.

Porque o cara que para a balada, que chega exalando aquele cheiro delicioso de testosterona misturado a um Calvin Klein ou Polo, que faz todas as mulheres ao redor cruzarem as pernas, subirem o vestido, jogarem o cabelo e suarem pela virilha, sempre vai existir. Mas o cara inteligente, ah, este está em falta.


Não eu não vou te explicar como fazer isso da forma correta, nem vou fazer uma lista do que pode ou não fazer. Muito menos vou dizer o que fazer para conseguir conquistar o seu amor, com calma, ele virá quando você estiver pronta (não diga que não nasceu para isso, por causa de alguma situação que não deu certo, você nasceu sim, aquele caso foi só uma amostra, e um intensivo, sobre borboletas no estômago).

Primeiro, pare de procurar receitas ou manuais. A internet tem muitos deles, mas é tudo mentira. Cada um tem a sua personalidade e os seus gostos, não adianta falar “não sinta ciúmes, as pessoas odeiam ciúmes”, porque não é verdade. tem gente que só acredita no sentimento do parceiro se ele sentir ciúme. Essa história de “como conquistar em setenta e sete passos”, também não passa de balela. Faça uma lista do que uma pessoa precisaria para te conquistar, tudo o que você acredita, deste o sorriso de comercial de pasta de dente até gostar de Fresno, Forfun, Charlie Brown Jr, Never Shout Never e Racionais, como você. Alguém se encaixou? Não. 

Não crie expectativas. Sabe quando você começa a se envolver e está morrendo de vontade de sair junto na sexta-feira? Para. Ele não precisa querer sair, ele não precisa querer todo dia. Ele não precisa corresponder as suas mensagens mais quentes logo de cara e nem falar o quanto gostou de te conhecer, depois de uma semana. Deixa, vai descobrindo, vai materializando. Criar expectativas é plantar decepções. Ninguém é um Sims da vida real. E se quiser mesmo sair, chame. Não fique esperando.

Sinceridade. Com você e com a outra pessoa. Tenha certeza do que quer antes de se envolver com alguém. Permita-se conhecer coisas novas, mas não faça o que não quer para agradar ninguém. Fale o que pensa, ninguém está dentro da nossa mente para saber o que está acontecendo. Diga, repita e refale. Conversas são a chave para tudo. Para descobrir o outro, para descobrir-se, para ficar bem, para ficar junto, para ceder ou para conquistar. 

Esta não é a pessoa certa. Como ninguém no mundo será. Somos todos errados, cheios de defeitos, manias e problemas. Não acredite que alguém vai se encaixar tão bem como nos contos de fada. Ele não tem um cavalo branco e ela não está em um sono profundo à espera do beijo de amor verdadeiro. Sejamos compreensivos.

Não dê tanto ouvido aos outros. “Ai, você é boba por continuar com ele, mesmo depois de tudo”, “Ai, ela não gosta de sair com a gente”, “Ai, ele sempre fica olhando suas mensagens”, “Ai, ela não te dá um tempo para respirar”. Nossa, quanta coisa, hein. Mas você está feliz? Esta pessoa lhe faz bem? Se as duas respostam foram “sim”, não pense duas vezes e continue seguindo o seu coração. Deixa falarem, enquanto isso VIVA. 

Não existem fórmulas para o amor, não existem fórmulas para amar. O importante é ser você e estar disposta. Brigas irão sim existir, mas a intensidade, e o resultado, depende de você. Quem disse que discussões só acontecem no fim? Elas podem ser um novo começo.

Já não sei mais o que responder para as inúmeras perguntas que levam o seu nome. Passaram-se meses, e as pessoas ainda insistem em perguntar de nós dois. Mesmo aquelas que só nos viram juntos apenas uma vez e, inocentemente, acharam que aquela relação cheia de complicações daria certo.


Tô cansada de toda essa indiferença que transpira o seu olhar. Tô cansada da indiferença que percebo ao me tocar. Tô cansada entre os diferentes mundo que há entre nos ver e não estar. Tô cansanda. 

Tô cansada da forma com que estar junto, para você, é apenas estar. É uma obrigação cada momento que não proporciona prazeres carnais. Tentar algo legal é apenas um preço pago pelos minutos de ápice que lhe ofereço.

Tô cansada de sentir que, todas as vezes, a única pessoa que não passa em sua cabeça sou eu. Que estar comigo, ou com outra é a mesma coisa. De como se força a não abrir os olhos para eles não serem cegados com a luz da realidade.

Tô cansada de ver o nosso mundo, que foi difícil para eu idealizar e construir, ir por chão cada vez que abro a sua página no Facebook. Escutar as suas promessas sobre sermos felizes, sobre tentar me fazer feliz e ver que nada disso existe depois de cada tchau que damos.

Tô cansada de a cada dia perceber a sua luta para ficar. Tô cansada de ver que você não quer mais. Tô cansada de tentar alguém que não está nem ai. 

Eu tô cansada porque eu nunca consigo entender exatamente o que você quer. Porque as vezes o seu discurso é tão convincente, que eu até boto fé; que tudo isso é real, que você realmente quer estar aqui e compartilhar. Mas cada vez que eu acredito você, sem se esforçar o mínimo possível, consegue me provar que tudo isso aqui, pra você, não é nada.

Do nada ele sumiu, tocou a vida, se apaixonou, sorria – sempre com um copo na mão – pelas redes sociais. Parecia ter encontrado alguém, e que esse alguém também havia o encontrado. Eles pareciam felizes. Bem felizes. Eu já havia decorado as legendas de amor, já sabia qual era o melhor ângulo dela. Até que eu resolvi tocar minha vida, deixar pra lá as brincadeiras e sonhos, e apostar no real e concreto. 

Tudo caminhava cor de rosa. Tudo era limpo, calmo e alegre. Eu estava bem, eu queria o bem de alguém e até havia esquecido de você. Mas para quê? Para chegar naquele dia ruim, justamente naquele dia que eu queria esquecer e você mandar “Ei, saudade”. E eu pensar “Ah, saudade”. Saudade da sua dedicação e compreensão. Saudade da nossa liberdade e da simplicidade. 

Senti saudade de como a gente ria sem motivo e as vezes proporcionávamos um motivo. De como combinávamos em tudo e em nada, como não sabíamos muito bem o que o outro queria, mas sabíamos prontamente quando queria. Senti saudade das suas mensagens e de como eu esperava por elas. Senti saudade de como disfarçava bem algumas coisas e mentia para ver o meu sorriso. 

Dormi com saudade. 

Mas a vida é assim mesmo, cheia de saudade. Mas antes a saudade do que o arrependimento por não viver. Te respondi quando acordei. “Eu também, (:”. Mas não quero matá-la. Depois da noite envolta em frio e solidão, lembrei que você não é de ninguém e que eu já achei alguém.
Eu nunca vou entender porque a gente cultiva esse eterno medo de errar, como se a vida tivesse que ser sempre aquele strike perfeito, que derruba todos os pinos de uma vez só, e deixa a pista lisinha para novos arremessos e, almejados, novos acertos.